Política e Economia são casadas para sempre

Crises políticas e institucionais em uma democracia plena geram dificuldade na inovação e crescimento econômico de um país. Sabe por quê?

Isso ocorre porque são os políticos eleitos que votam leis e regras que controlam o nosso bolso, nossas compras e nossa empresa. Mas quando há crise entre os três poderes políticos, votações importantes para o bom andamento da economia costumam ficar paralisadas.

O cientista político José Álvaro Moisés explica que “não há como separar decisões políticas de decisões que afetam a economia. São todas decisões de políticas públicas que, no caso da democracia, estão ligadas por um lado às preferências dos eleitores e, por outro, à autonomia e independência de instituições para tomar essas decisões”.

Com novas eleições se aproximando, muito se fala sobre quais serão os nomes a ocupar as cadeiras, mas muito pouco é explicado sobre o sistema eleitoral que é burocrático e caro, atrapalhando, portanto, a adesão de novas lideranças e candidatos técnicos, que possam de fato fazer um trabalho diferente do que temos visto até o momento.

A Reforma Política pode ser um caminho para o fim das crises, mas, para isso, é necessário que haja participação popular nas decisões tomadas.  O empresário e presidente do Movimento Pelo Voto Distrital, Mario Lewandowski, destaca que “a pior coisa para um sistema político é quando decisões são tomadas na surdina ou sem ampla discussão. A reforma política pode melhorar ou piorar a democracia dependendo de como ela for feita. Não existe nenhuma bala de prata, nenhum sistema perfeito, ou uma mudança que, sozinha, resolva todos os problemas do Brasil. Então, o mais importante sobre a discussão da reforma política é que ela seja uma discussão feita por toda sociedade brasileira”.

Atualmente, estão em discussão no Congresso Nacional projetos importantes para a Reforma Política no Brasil: a PEC 125/2011 e o Novo Código Eleitoral. E é fundamental que ambos sejam acompanhados por toda sociedade civil, porque caso aprovados – o primeiro até o dia 3 de dezembro, e o segundo até o final de setembro – podem alterar o sistema que utilizaremos na escolha de nossos representantes já em 2022.

Com o objetivo de aproximar o debate sobre os projetos em pauta no Congresso, da sociedade civil e, também, de trazer a discussão política para o campo racional, da ciência, apresentando decisões baseadas em evidências, o Instituto Millenium, em parceria com a Consultoria de Inteligência especializada em Ciência de Dados, Neocortex, lança o seu novo estudo exclusivo “Reforma Política: Impacto e proposições a partir da análise de dados”.

Reforçamos que essa iniciativa foi organizada de forma independente, sem influência de governos ou partidos políticos.

Dados de nosso estudo foram publicados em diversos veículos de destaque da imprensa nacional, confira algumas matérias:

 

Por que o Instituto Millenium fez esse estudo?

É a quinta edição do projeto Millenium Analisa, que utiliza Machine Learning (ramo da Inteligência Artificial) para analisar reformas estruturais do Estado e políticas públicas em geral. É a primeira vez no Brasil que são debatidos pontos de uma reforma política a partir da ciência de dados e de análises quantitativas.  

Uma reforma política trata das regras para o acesso à superestrutura do Estado, que é responsável pela tomada de decisão que influencia a vida de todos nós (até mesmo daqueles que não gostam ou não acompanham a política) e o desenvolvimento econômico.

 Por que agora?

Além da PEC 125, o Congresso debate neste instante o novo código eleitoral. Para entrar em vigor na eleição em 2022, quaisquer mudanças precisam ser aprovadas até o início de outubro.

 O que queremos com isso?

O Estudo é diagnóstico. Mas, a partir dele, compreendemos objetivamente o cenário e lançamos uma campanha defendendo nossos posicionamentos. Por exemplo, a volta das coligações pode trazer à tona partidos de aluguel, aumentando o número de legendas e dificultando a governabilidade. 

 Qual o resultado?

Simulamos, por exemplo, como seria a distribuição de recursos entre os partidos com a mudança das regras em 2022. Elas, de fato, garantem que os partidos que obtiveram candidatos negros e candidatas mulheres melhor votadas recebam mais recursos. 

Mas essa regra não significa necessariamente mais recursos para estes candidatos, pois o partido é quem vai fazer sua distribuição com base nas regras vigentes. Portanto, não é possível afirmar essa nova distribuição de recursos entre partidos vá, necessariamente, aumentar as chances de representatividade de negros e mulheres.

Confira o Estudo

Reforma Política: Impacto e Proposições a partir da Análise de Dados

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