O setor privado não é o vilão

O crescimento da produtividade do trabalho precisa de uma agenda liberal econômica com foco na independência do empresariado para que haja captação de recursos através de investidores privados, treinamentos internos, termos de exportação e importação claras e criação de ecossistemas que geram confiança e solução para pequenos problemas. O baixo nível do investimento do próprio setor privado no Brasil e a baixa relação capital/trabalho existente no país são variáveis chave para explicar a nossa baixa produtividade e seu insuficiente crescimento.

No longo prazo, a capacidade de incorporar, adaptar e produzir novas tecnologias é fundamental para alavancar ganhos de eficiência na atividade econômica. E, nesse quesito, apesar dos esforços recentes na implementação de um conjunto de políticas públicas de inovação, os resultados têm sido pouco significativos, como podemos ver na imprensa diariamente.

Entre as políticas públicas mais visíveis desenvolvidas pelo setor público, estão:

  • Aquisição de P&D (pesquisa e desenvolvimento) pelo setor público a fim de solucionar problemas concretos da sociedade brasileira em áreas como saúde, energia, educação, infraestrutura etc;
  • Acordos de cooperação para a realização de P&D de interesse público.
 

A diversificação institucional é o maior desafio nesse sentido. Parte significativa da infraestrutura laboratorial de pesquisa e desenvolvimento no país está em universidades públicas.  Isso significa que esse sistema está sujeito a uma série de restrições institucionais, que vão desde a limitação para que um pesquisador público trabalhe para o setor privado desenvolvendo inovações até a legislação de compras e de contratações inerentes ao setor público. Essas restrições burocráticas e institucionais representam um entrave significativo em atividades de P&D, nas quais a agilidade e a eficiência institucionais são essenciais.

Nesse sentido, é necessário:

  • Flexibilizar algumas regras ou criar regras diferenciadas de operação (operações de compras de material e equipamentos para pesquisa, por exemplo) de universidades e instituições públicas de pesquisa, a fim de deixá-las mais ágeis e competitivas para a realização de pesquisa de ponta;
  • Estimular e facilitar a emergência de instituições privadas de P&D e eliminar as eventuais restrições existentes para que essas instituições contem com suporte público para realização de suas atividades de pesquisa;
  • Aprovar uma reforma tributária para reduzir a burocracia e tornar as leis mais claras e simples;
  • Fazer a Reforma Administrativa para reduzirmos o tamanho do Estado, diminuir gastos com folha de pagamento e ter mais recursos para investir em áreas importantes.
 

O Instituto Millenium vem há mais de 10 anos argumentando que estudos sérios, tecnologia, investimento em recursos humanos e ecossistemas são essenciais para o desenvolvimento e diminuição da desigualdade criado pelo Estado no setor privado. Uma economia mais independente do Estado favorece a produtividade, empregabilidade e sustentabilidade.

Em nossa série “Eu construo a minha história”, iniciada em 2020, apresentamos relatos de empreendedores inspiradores, que trabalham, correm atrás dos seus sonhos e vencem desafios, sem esperar por algum tipo de intervenção do Estado. Confira:

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Já no Clube Millenium, oferecemos conteúdos exclusivos com grandes nomes da economia, da política e do empresariado nacional. Os webinários, podcasts e artigos trazem temas relevantes e funcionam como um treinamento para empreendedores e colaboradores que buscam por capacitação.

Nossos estudos mostram, com dados confiáveis e informações públicas, que qualquer setor gera abundância quando se pode pensar e agir com independência. O Millenium Analisa apresenta diagnósticos sobre o sistema previdenciário, a formação do capital humano, a partir da educação e desenvolvimento, e uma profunda análise sobre o impacto das distorções do funcionalismo na economia brasileira, ressaltando, assim, a importância de uma reforma administrativa eficaz.

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Nos últimos anos, o setor do agronegócio tem chamado a atenção do Instituto Millenium porque destaca os mesmos valores que acreditamos: foco em empreendedorismo, tecnologia, aprendizagem democrática, liberdade individual e, claro, menos burocracia na hora de crescer, inovar e criar empregos.

Após um processo de pesquisa, decidimos produzir um estudo analítico sobre como este setor tem atuado de forma independente do Estado e gerado oportunidades de crescimento para o Brasil. Criamos este slogan que resume bem a intenção do estudo, que é Agro: plantar tecnologia e produtividade é colher desenvolvimento.

O resumo do estudo e a nossa campanha foram publicados em diversos veículos de destaque da imprensa nacional, confira algumas matérias:

 

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Confira o Estudo

Agronegócio: Exportação, Emprego e Produtividade

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